“Umbanda é o grande e verdadeiro culto que os espíritos humanos encarnados, na Terra, prestam a Obatalá, por intermédio dos Orixás. Desse culto participam os espíritos elementais e os espíritos humanos desencarnados.” “Na sua essência e na sua finalidade, a Umbanda é idêntica a todas as religiões do passado e do presente.” “Em resumo, a Umbanda é a Caridade. Nada mais.” Altair Pinto (Dicionário da Umbanda, Rio de Janeiro: Ed. ECO, 1971. pp. 195-197)
PONTO ESTILIZADO DO TEMPLO
sexta-feira, 6 de março de 2015
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
2015 – Ano de MARTE - REGENTE OGUM
O ano
astrológico tem início, com o ingresso do Sol no signo de Áries dia 20 de Março
(ou 21, dependendo da entrada do sol no signo). É neste momento que o planeta
que se afirma ser o regente do ano e passa a sê-lo de fato. Os dias que
antecedem o dia 20 de março pertencem ainda ao regente anterior, neste caso
JUPITER.
Previsões para o Ano de 2015
A
última coisa que se pode dizer da energia do Planeta Marte é que ela é suave.
Suavidade passa longe da maneira como este planeta influencia o mundo e as pessoas.
Sua energia é poderosa, forte, masculina, impositiva. O ano de 2015 não deverá
passar despercebido!
Não é
á toa que o planeta vermelho é conhecido como o planeta guerreiro. Marte era o
Rei da Guerra na mitologia romana e a associação deste deus ao planeta se deve
à sua cor avermelhada, que representaria o sangue derramado nas batalhas. As
características do Deus Marte, consequentemente, também estão associadas ao
planeta. Marte era um deus adorado por ser destemido, forte, corajoso, viril e
sensual. Era também o deus da natureza e da agricultura, severo e exigente. O
planeta Marte, então, ficou conhecido por despertar força, coragem,
combatividade, libido, energia e também cólera, conflitos e violência.
Marte
é o planeta regente de Áries, e que também tem influência em Escorpião, onde
determina, por sua vez, as características marcantes destes signos, como
virilidade, impulsividade, paixão e ousadia, mas também impaciência e raiva. Ou
seja, Marte é um planeta de força e ação!
Não é
à toa que se diz que as mulheres são de Vênus e os homens são de Marte. O
planeta desperta as características masculinas mais marcantes, evoca a força da
paixão que move a luta para a realização dos desejos e desperta a capacidade do
homem de agir.
Em
relação a sua influência no ano, a força do planeta pode se manifestar de
várias formas. Pelo lado positivo, é um ano que favorece as ações
empreendedoras e novos projetos que necessitem de ousadia e desprendimento.
Pelo
lado negativo, o planeta instiga a luta pela sobrevivência e pelos ideais, ou
seja, o risco de conflitos é iminente e real. É um ano dinâmico, cheio de
energia volátil, que pode se manifestar na forma de acidentes, naturais ou não.
No
nível pessoal será um ano intenso e de muitas transformações. Nossa energia estará
latente e caberá a nós mesmos utilizá-la de forma produtiva, para o sexo, para
o trabalho, para a melhoria do planeta e do bem comum. E devemos ter muito
cuidado para não cairmos na armadilha da impulsividade, das atitudes
destemperadas, da agressividade e dos conflitos, que só nos levarão a
desentendimentos e problemas.
Podemos dizer que, no ano de 2015, o desejo
estará em oposição à razão, então, temos que ficar atento as nossas atitudes,
devemos usar a força positivamente para evitar ao máximo nos deixar levar pelos
impulsos…
O
Orixá regente em 2015 será Ogum, Yansã e Iemanjá. Neste ano que se inicia,
sobre a regência do planeta Marte; logo, sua regência será pelo Orixá da
Guerra, Ogum, com influência de Exu. O ano de 2015 será um ano bem interessante.
Regido pelo Orixá Ogum; sim, o grande guerreiro das demandas, patrono no Reino
dos Orixás. E quando temos um ano regido por esse grande Orixá temos um ano de
batalhas, mas principalmente conquistas.
Espiritualmente estaremos muito bem guardados,
pois o Ogum é o Orixá do ferro, um grande protetor e guardião de todos os
caminhos. Climaticamente teremos um ano não tão quente pois Ogum mora na Lua e
Xangô é o fogo, logo há tendência para mais chuvas e mais umidade do que em
2014. Além de Ogum, teremos a influência de Exu em 2015, o Orixá mensageiro.
Sim o Orixá Exu! Ele influenciará o ano de forma ainda mais acelerada, daí
teremos a impressão de que o tempo está passando voando.
No ano
de 2015 as pessoas se sentirão com mais vontade de iniciar uma atividade – seja
na vida pessoal, profissional ou afetiva – mas a forma como isso irá acontecer
para cada um dependerá do Orixá de Cabeça de cada pessoa.
Ogum é
tido como guerreiro e por isso tem como característica a iniciativa, a força da
ação e a combatividade. Sendo assim, no ano de 2015 as pessoas receberão a
força de vontade para atualizar novos projetos e retomar aquilo que ficou
parado. A maioria das pessoas sentirão vontade de arregaçar as mangas e
recomeçar...
Este
Orixá favorece as lutas que devem ser enfrentadas para se conquistar algo. Será
um ano de combatividade, com possibilidade de maior agressividade. Por ser um
guerreiro, a parte ativa da irritação estará mais presente nas pessoas.
Portanto, temos que ter cuidado com os momentos da ira.
Em outro
lado teremos Iemanjá, que dará as oportunidades, abertura de negócios,
trabalhos, realização pessoal, a necessidade de Paz, mas acima de tudo o
dedinho da consciência em nossas mentes. Momento para refletir e pensar em atos
e ações ao tomarmos novos caminhos, focando na razão e no entendimento, ela vem
para conter os excessos de que poderia ser simples e objetivo, ganhará
contornos mais expressivos.
Por
outro lado, também, teremos a atuação de Iansã em 2015. Orixá do movimento.
Literalmente é aquela que estimulará o ser a se mexer para modificar seus
hábitos. Como parceiro do polo, Iansã seguirá com Ogum.
Diante exposto, podemos compreender que o ser
humano estará mais disposto, mais alerta e consciente da necessidade de
mudanças em suas vidas.
Em termos
naturais veremos vários episódios de grandes tempestades, incluindo tufões e
furacões devido as atividades da energias de Iansã.
Se algumas correntes admitirem o fim de um
Ciclo e bom pensarem duas vezes antes de partirem para o ataque, é de bom alvitre
reavaliar o que significa um novo começo, se vale a pena brigar em determinados
momentos. 2015 pede entendimento, diálogo, conversa, mas as pessoas iram
preferir a Guerra...
Desta
forma, 2015, além de ser um ano de conquistas, também será um ano com propensão
de novos focos.
Teremos também a energia do número 8:
A
energia desse número nos traz a perseverança, energia constante e que devemos
ser determinados. Mostrará que devemos aprender a lidar de maneira positiva e
ponderada com o mundo material e o poder. Devendo agir com determinação e
conhecimento do que esta fazendo. Temos que confiar em nos próprio e
desenvolver as nossas habilidades. Trazendo também o equilíbrio e discernimento
para julgamentos, para encontrar a verdade. Sejamos realistas e não alimentar
fantasias. A ambição estará em evidência, onde devemos ter muito cuidado com o
materialismo e o egoísmo. Atenção para o abuso de poder.
Assim,
Ogum nos auxiliará neste próximo ano com a execução de nossas ações, atuando e
agindo na sagrada Lei. Aqueles que plantaram em 2014 colherão em 2015!
Então,
Feliz Ano de Marte!
Em
2015 as Terças-feiras serão os dias decisivos.
Traços Positivos de Marte: Coragem, audácia,
espírito empreendedor, liderança, magnanimidade, independência, altivez,
assertividade, carisma, iniciativa e presença.
Traços
Negativos de Marte: Destrutivo, autoritarismo, egoísmo, sarcástico, irônico,
cruel, agressivo e arrogante.
De
acordo com os estudos o Ano de 2015 será influenciado pelos Orixás protetores:
Ogum, Xangô, Yansã, Iemanjá e Exu.
Marte é o planeta regente do ano, que tem
como Orixá correspondente Ogum. Primeiro de Janeiro de 2015 cai numa quinta-feira,
dia do Orixá Xangô. Yemanjá como mãe e Yansã aparece como esposa e estará
atuante. Exu estará presente pelo companheirismo e irmão de Ogum.
Daí
então temos o seguinte: Orixás maiores de 2015: Ogum / Yansã / Yemanjá / Xangô
/ Exu. Signos maiores de 2015 Áries e Escorpião. Exu Guardião – Senhor
Tranca-Ruas, Pomba Gira (todas). Elementos Fogo e Água. Cores vibracional:
Vermelho / Escarlate / Amarelo / Alaranjado.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
JESUS, O DIABO E A UMBANDA
Jesus se recolheu no deserto por 40 dias e neste período foi tentado pelo diabo três vezes. Vejamos o que fala a Bíblia (Matheus 3-4):
“Então Jesus foi levado pelo espírito para o deserto, para ser tentado pelo diabo, 3 vezes:
1 – Se és filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
– Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.
2 – Se és filho de Deus atira-te para baixo, porque está escrito:
Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra.
– Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
3 – Mostrando todos os reinos do mundo, fala o tentador:
– Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.
– Vai-te Satanás, porque está escrito:
Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto”.
Este é o poder da Bíblia, da palavra e de Jesus, reunir muitos ensinamentos em poucas palavras, ensinamentos que vão além do tempo e da cultura, são vivos até hoje.
Que tal uma reflexão para a Umbanda?
Podemos começar com o recolhimento de Jesus, nos mostrando que há momentos que se faz necessário nossos recolhimentos para uma reflexão sobre a vida e para alcançar níveis mais elevados de consciência, através de provas e iniciações.
Quem é o diabo?
Pode ser muitas coisas, desde uma entidade, um anjo caído, um ser que representa o mal, uma outra pessoa ou simplesmente o nosso lado sombrio, nosso ego , nossas paixões e desejos que devem ser vencidos.
Mas a melhor reflexão cabe às três tentações, pois Cristo rejeita exatamente o que médiuns e consulentes pedem para alcançar através da Umbanda.
Vejamos:
a.. Transformar pedra em pão
Quantos esperam demonstrações de poder para solucionar sua “fome” de forma instantânea.
a.. Atira-te para baixo
Muitos esperam da Umbanda proteção sobre humana para fazerem o que bem entenderem.
a.. Tudo isto te darei
Quanto a esta o diabo nem precisa oferecer é tudo o que boa parte espera “ganhar” com a Umbanda, os reinos deste mundo, esquecendo-se que o que está acima do altar não é uma “barra de ouro” e sim o “ouro da vida”.
Esta é uma crítica para refletirmos qual o papel da religião em nossa vida, que com certeza não é produzir milagres, nem satisfazer nossos desejos.
O ser humano passa anos criando e alimentando seus problemas e complicações, depois espera que um caboclo ou preto-velho o resolva num estalar de dedos.
O ser humano se mostra descrente e exige um milagre para sair desta sua condição de desilusão da vida.
O ser humano não quer ser humano, quer ser Deus – no sentido egoísta da palavra, pois todos somos deuses – o mito do anjo caído diz respeito ao próprio ser humano, que dá ouvidos á suas vaidades, desejos e paixões.
A religião é um convite para conhecermos melhor a nós mesmos, nos espiritualizarmos e buscar uma vida feliz independente do que temos ou possuímos.
Por Alexandre Cumino
Jornal de Umbanda Sagrada
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
CALENDARIO OUTUBRO & NOVEMBRO 2014
|
Data
|
Atividade
|
Horário
|
|
15 DE OUTUBRO
QUARTA
|
CARIDADE COM
CABOCLO
|
19
h
|
|
22 DE OUTUBRO
QUARTA
|
MESA DE UMBANDA
ATENDIMENTO COM
PRETO VELHO
|
19 h
|
|
25 DE OUTUBRO
SÁBADO
|
HOMENAGEM A YORI
CRISPIM & CRISPINIANO
|
18 h
|
|
29 DE OUTUBRO
QUARTA
|
MESA DE UMBANDA
ATENDIMENTO COM
PRETO VELHO
|
19
h
|
|
2 DE NOVEMBRO
DOMINGO
|
PRECE PELOS
FALECIDOS
|
16 h
|
|
5 DE NOVEMBRO
QUARTA
|
CARIDADE COM EXÚ E
OGUM
|
19 h
|
|
12 DE NOVEMBRO
QUARTA
|
MESA DE UMBANDA
ATENDIMENTO COM
PRETO VELHO
|
19 h
|
|
15 DE NOVEMBRO
SABADO
|
HOMENAGEM AO
CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS
|
18 h
|
|
19 DE NOVEMBRO
QUARTA
|
CARIDADE COM
CABOCLO
|
19
h
|
|
26 DE NOVEMBRO
QUARTA
|
MESA DE UMBANDA
ATENDIMENTO COM
PRETO VELHO
|
19 h
|
|
30 DE NOVEMBRO
DOMINGO
|
INICIAÇÃO EM
UMBANDA
ADRIANA SILVA –
YORI
MARISE MARQUES -
YORI
ROGERIO DE JESUS -
YORI
|
15 h
|
domingo, 28 de setembro de 2014
A importância das palmas, do canto e dos tambores na Umbanda
Ogãs são os responsáveis pelo canto e
pelo toque dos pontos na Umbanda.
A importância de bater palma para
acompanhar o toque do atabaque e de cantar as músicas junto com quem comanda os
trabalhos. A energia fica muito densa nos trabalhos em geral quando as pessoas dominadas pelo desânimo, em um determinado momento de dentro da
gira, fica fora de sintonia com os trabalhos realizados não cantando e batendo palmas.
São muitas as culturas que fazem uso
da música como forma de se religar com o divino. Não apenas com o som, mas com
a dança também. Como expressão sagrada que parece estabelecer, desde os tempos
mais remotos, um vínculo mágico e astral com o plano espiritual. E a Umbanda
não só reconhece como também faz uso deste mesmo conhecimento primordial. Por
isso, a Umbanda também é conhecida como “Magia do Ritmo”.
Todo som produz freqüência de ondas
eletromagnéticas que, se vibrada no tom e na cadência certa, pode atingir as
mais variadas esferas astrais. Daí a importância dos atabaques (que devem
sempre ser recobertos por pele animal e tocado com as mãos), o toque da pele
humana (seja dos atabaqueiros, também conhecidos como Ogãs, ou dos presentes,
com palmas ritmadas) e os pontos cantados (orações na forma de cântico, com
letra e melodia próprias a cada Orixá ou alma trabalhadora da Umbanda).
Assim, se um dia, você estiver de
visita a uma casa de Umbanda e lá os trabalhos usarem tambor e palmas,
participe!
Doe seu próprio corpo, com palmas e
cantos para nos ajudar a não apenas, segurar a corrente espiritual que se
sustenta o templo, como também será muito útil no alcance das esferas mais
tangíveis do plano espiritual. Com vibrações que estejam em sintonia com os
poderes evocados em cada gira.
Não tenha vergonha de soltar a voz. É
graça a harmonia das palmas e dos sons que os médiuns se desligam de tudo e
concentram-se inteiramente no ritmo dos pontos, facilitando a incorporação de
tal forma, que o espírito do médium fica adormecido momentaneamente. Assim,
quem quer experimentar um bom atendimento espiritual, com um médium totalmente
entregue na incorporação de um guia, o grande segredo é: cada um pode fazer a
sua parte. Mantendo os bons pensamentos e integrado na “Magia dos Ritmos da
Umbanda”, todos saem ganhando: os médiuns, a casa e, sobretudo, você!
domingo, 14 de setembro de 2014
PISANDO NAS AREIAS SAGRADAS
A Umbanda, como qualquer outra religião, possui alguns fundamentos que deveriam ser observados por todos os seus adeptos e simpatizantes mas, infelizmente, por falta de conhecimento, conveniência, modernidade, etc, vem aos poucos caindo em desuso em nossos Terreiros.
Um destes fundamentos é o chamado descalçamento, ou seja, o ato de retirar os calçados afim de adentrar ao local sagrado onde encontra-se o Pegi, afim de passar pela consulta com as Entidades ali manifestadas em seus médiuns.
O "Rito do Descalçamento", ou o descalçar os pés ao aproximar-se de um lugar santo tem o prestígio da antiguidade e universalidade ao seu favor.
É conhecidíssima a passagem bíblica onde o Altíssimo fala à Moisés através da sarça ardente, mandando tirar as sandálias dos pés visto que o lugar em que estava pisando era terra santa. Alguns autores acreditam que é dessa ordem que as nações orientais derivaram o costume de executar todos os seus atos de culto religioso com os pés descalços, porém é muito provável que esta cerimônia estivese em uso muito tempo anes da circunstância da sarça ardente, e que o legislador judaico a reconhecesse como sinal de reverência.
Somos, particularmente, da opinião que tal costume foi derviado dos antigos patriarcas e transmitido por tradição oral às gerações seguintes.
A direção de Pitágoras aos seus discípulos, por exemplo, era expressa nas seguintes palavras: "Oferece sacrifícios e adora com os teus pés descalços".
Os muçulmanos, ao irem executar suas devoções, sempre deixam suas sandálias à porta da mesquita. Os Druidas tinham o mesmo costume ao celebrarem seus ritos sagrados; assim como os antigos peruanos deixavam sempre seus sapatos à porta ao entrarem no magnífico Templo consagrada à adoração ao sol.
Tal hábito, portanto, é um símbolo de reverência. Significa, na linguagem do simbolismo, que o lugar a que se vai aproximar desse modo humilde e reverente é consagrado à algum objetivo santo.
A área reservada ao Pegi - este Sanctum Sanctorum do Templo Umbandista, onde são inculcadas as solentes verdades da vida, da morte e da imortalidade - o adepto, assim como o consulente, ao entrar deve purificar seu coração de toda contaminação e lembrar-se, como o devido sentimento de sua aplicação prática, dessas palavra que outrora cairam sobre os ouvidos do antigo patriarcar judeu: "Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa".
Isto quer dizer que não devemos levar para dentro do lugar sagrado as imundícies do mundo exterior, especialmente aquelas que podem ser carregadas por nossos calçados, maculando assim a sacralidade do lugar. Devemos ter em mente que tal ato, além de uma questão de respeito ao Terreiro, deve ser considerado como medida de higiene.
Outro aspecto que devemos considerar é a questão energética, visto que o corpo em contato direto com o solo cria um ponto onde as energias negativas são são descarregadas, funcionando como uma espécie de "fio-terra".
Portanto, da próxima vez que participar de uma gíra, não se esqueça de colocar em prática este costume tão antigo, respeitoso e benéfico à todos os participantes.
Um destes fundamentos é o chamado descalçamento, ou seja, o ato de retirar os calçados afim de adentrar ao local sagrado onde encontra-se o Pegi, afim de passar pela consulta com as Entidades ali manifestadas em seus médiuns.
O "Rito do Descalçamento", ou o descalçar os pés ao aproximar-se de um lugar santo tem o prestígio da antiguidade e universalidade ao seu favor.
É conhecidíssima a passagem bíblica onde o Altíssimo fala à Moisés através da sarça ardente, mandando tirar as sandálias dos pés visto que o lugar em que estava pisando era terra santa. Alguns autores acreditam que é dessa ordem que as nações orientais derivaram o costume de executar todos os seus atos de culto religioso com os pés descalços, porém é muito provável que esta cerimônia estivese em uso muito tempo anes da circunstância da sarça ardente, e que o legislador judaico a reconhecesse como sinal de reverência.
Somos, particularmente, da opinião que tal costume foi derviado dos antigos patriarcas e transmitido por tradição oral às gerações seguintes.
A direção de Pitágoras aos seus discípulos, por exemplo, era expressa nas seguintes palavras: "Oferece sacrifícios e adora com os teus pés descalços".
Os muçulmanos, ao irem executar suas devoções, sempre deixam suas sandálias à porta da mesquita. Os Druidas tinham o mesmo costume ao celebrarem seus ritos sagrados; assim como os antigos peruanos deixavam sempre seus sapatos à porta ao entrarem no magnífico Templo consagrada à adoração ao sol.
Tal hábito, portanto, é um símbolo de reverência. Significa, na linguagem do simbolismo, que o lugar a que se vai aproximar desse modo humilde e reverente é consagrado à algum objetivo santo.
A área reservada ao Pegi - este Sanctum Sanctorum do Templo Umbandista, onde são inculcadas as solentes verdades da vida, da morte e da imortalidade - o adepto, assim como o consulente, ao entrar deve purificar seu coração de toda contaminação e lembrar-se, como o devido sentimento de sua aplicação prática, dessas palavra que outrora cairam sobre os ouvidos do antigo patriarcar judeu: "Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa".
Isto quer dizer que não devemos levar para dentro do lugar sagrado as imundícies do mundo exterior, especialmente aquelas que podem ser carregadas por nossos calçados, maculando assim a sacralidade do lugar. Devemos ter em mente que tal ato, além de uma questão de respeito ao Terreiro, deve ser considerado como medida de higiene.
Outro aspecto que devemos considerar é a questão energética, visto que o corpo em contato direto com o solo cria um ponto onde as energias negativas são são descarregadas, funcionando como uma espécie de "fio-terra".
Portanto, da próxima vez que participar de uma gíra, não se esqueça de colocar em prática este costume tão antigo, respeitoso e benéfico à todos os participantes.
Saravá.
extraíde de http://vozesdearuanda.blogspot.com.br/2008/12/pisando-as-areias-sagradas.html
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
A UMBANDA É OU NÃO CRISTÃ?
De uns tempos pra cá, um assunto
que não deveria ser polêmico, tomou conta das diversas listas e comunidades da
internet: a Umbanda é ou não cristã?
Bem, existem aqueles que defendem
a idéia de que a Umbanda não poderia ser cristã, pois esta seria uma religião
baseada nos cultos afros. Dentro da visão desses irmãos, apesar do respeito que
demonstram, Jesus Cristo é apenas uma figura simbólica, relacionada através do
sincretismo criado pelos negros ao Orixá Oxalá, naqueles tempos em que a Coroa
Portuguesa, através do poder da Igreja, impunha aos escravos sua fé trazida da
Europa. E aí, com o passar do tempo e com a associação dos cultos afros ao
espiritismo e ao próprio catolicismo, teria nascido a Umbanda no Brasil.
Já os que defendem a idéia da
Umbanda como um culto cristão, baseiam-se principalmente nas palavras do
Caboclo das Sete Encruzilhadas que em 15/11/1908 informou aos presentes que
estava iniciando ali, um novo culto, chamado Umbanda, onde espíritos de negros
e índios poderiam praticar a caridade. Disse também que esta nova religião
trabalharia baseada nos Evangelhos de Cristo e que teria como Mestre Supremo:
Jesus.
Então, como poderíamos saber qual
corrente tem mais razão. Vejamos:
Estamos no início do
século XXI, mais precisamente em 2006 (118 anos depois da Lei Áurea, assinada
pela Princesa Isabel). Porque então os umbandistas continuam com a imagem de
Cristo no local mais alto do congá? Afinal de contas não existe mais feitor,
sinhozinho ou capitão-do-mato. Nem a perseguição policial que ocorria no início
do século XX. Mas estamos lá, ajoelhando, orando e pedindo diante de Sua
imagem. Simples, porque no íntimo da grande maioria dos filhos de fé, Cristo é
sem dúvida, o Ser de maior expressão espiritual que passou neste orbe. Não
bastasse isso, é extremamente comum observarmos nossas Entidades, em especial
os Pretos-Velhos, clamando forças a zin Nosso Sinhô Jesus Cristo. Teriam
esses Guias de Luz, medo do sinhozinho? Ou da Igreja Católica? Não, claro que
não. Eles pedem a Jesus com imenso respeito e devoção, assim como rogam aos
Orixás, pois sabem que assim poderão nos conduzir à trilha que nos leva ao Pai.
Além dos Vovôs e Vovós, isso é muito fácil de se perceber numa gira de baianos
ou boiadeiros, que rogam a Nosso Senhor do Bonfim e a Bom Jesus da Lapa. Até
quando tratamos com Exus de Lei, estes demonstram um respeito e um carinho
especial ao “Nazareno”. Alguns o chamam até de “o Coroado” e se
mostram satisfeitos em ter enxergado a importância em trabalhar baseado nos
ensinamentos D’Ele.
Se não bastasse isso, existe um
sem-número de pontos cantados que nos remetem à figura do Messias... “Abre a
porta ó gente, que aí vem Jesus, e ele vem cansado com o peso da cruz...”,
“Preto-Velho quando vem, ele vem aos pés da cruz, vem trazendo proteção para os
filhos de Jesus...” “Jesus nasceu, padeceu e morreu...”, “Seu cavalo corre, sua
espada reluz, sua bandeira cobre todos filhos de Jesus...”, entre outros.
Sem contar as preces utilizadas,
inclusive o Pai Nosso Umbandista, baseado no Pai Nosso ensinado pelo Mestre há
2000 atrás.
Quanto à relação da Umbanda a
outros segmentos, notamos forte influência católica e kardecista (ambas
religiões cristãs), somada a cultura e fé afro (influência dos espíritos de
negros escravos e de ex-participantes destes cultos que vieram a se tornar
umbandistas).
Respeitando a visão de todos os
filhos desta linda religião, porém, baseado nessas e em outras tantas questões
que poderiam ser formuladas, somadas ainda às palavras do Caboclo das Sete
Encruzilhadas, particularmente creio sim numa Umbanda CRISTÃ,
universalista e cheia fé nos Orixás, Guias e Protetores Espirituais.
O objetivo do texto não é criar
polêmicas ou discussões, até porque seriam em vão, já que cada pessoa tem o
direito de pensar e acreditar no que quiser, mas apenas de colocar alguns
pontos que às vezes passam despercebidos mesmo durante os debates. E, além
disso, tenho a certeza de que, acreditando N’Ele ou não, Jesus ampara a todos,
assim como os Orixás, que independente até do credo da pessoa, estão sempre
abertos a trabalhar em prol da caridade.
Que o Mestre Jesus Cristo,
chamado carinhosamente por nós de Pai Oxalá, nos cubra com Vosso Manto Sagrado,
envolvendo-nos com as energias que Ele traz do Pai Universal - Deus (ou Zambi,
Olorum, Tupã,......).
Texto de Sandro da Costa Mattos - Ogã Alabê da APEU -
Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba - Templo de Umbanda Branca do
Caboclo Ubatuba - S.Paulo/SP.
Autor da obra “O LIVRO BÁSICO DOS OGÃS” e apresentador do programa CANTANDO COM OS ORIXÁS, exibido diariamente pela WEB TV SARAVÀ UMBANDA – www.tvsu.com.br
Autor da obra “O LIVRO BÁSICO DOS OGÃS” e apresentador do programa CANTANDO COM OS ORIXÁS, exibido diariamente pela WEB TV SARAVÀ UMBANDA – www.tvsu.com.br
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